domingo, 18 de maio de 2008

Insistência



No intervalo entre um Feriadão e outro, muitas coisas aconteceram, e eu não tive tempo de passar por aqui... Por isso, não dá para querer falar de coisa alguma antes de se indagar: "Por que é que corremos tanto?" Indagação feita, aguardo respostas, porque eu não as tenho...


Sobre os acontecimentos, o mais importante foi minha viagem. Visitei minha família no interior do Paraná, passei muito frio, mas matei um pouquinho da saudade e renovei minhas energias.

E volto com aquela triste sensação de que cada vez pertenço menos àquele lugar...


Imagem: Google(0B2F3397)

terça-feira, 22 de abril de 2008

Jerga Española

Para quem tem interesses na Língua Espanhola, interessante reportagem no Jornal El País, de Madrid.


Las diez palabras más utilizadas de la jerga española
SpinVox, el software que permite transformar conversaciones de voz en mensajes de texto, elabora un ranking de las palabras más utilizadas en español

DAVID CORRAL - Madrid - 22/04/2008

Fistro se ha empeñado en perdurar al paso del tiempo. Las palabras que caen en la jerga española tienen dos caminos: envejecer como la carcoma con aire rancio y vetusto o quedarse para siempre hasta ocupar un espacio en el diccionario de la Real Academia. Hay varios métodos para tomar el pulso al lenguaje de una sociedad que cada vez es más dependiente de la telefonía móvil, Internet u otros sucedáneos. Por lo que testear espiando el uso del móvil puede resultar al menos sintomático.
SpinVox es un software que permite transformar conversaciones de voz en mensajes de texto. La aplicación práctica que tiene este programa es sencilla, si alguien tiene el teléfono apagado o fuera de cobertura podrá recibir los mensajes de su buzón de voz en un SMS. En esa transformación de lo hablado a lo escrito siempre hay lagunas, y es que no se habla con la norma en la mano. La jerga hace que el sistema encuentre palabras que son tan cotidianas como desterradas del diccionario. Por ello SpinVox cuenta con un sistema que aprende nuevas palabras y las incorpora a su diccionario interno, en menos de dos años han transformado automáticamente unos 50 millones de mensajes en cuatro idiomas, entregados como SMS, correos electrónicos, blogs o posts de distintos espacios sociales. Una de las consecuencias de este método es que se puede hacer una valoración sobre cómo habla la sociedad. Uno de los ranking facilitados por la compañía ha sido las diez palabras más utilizadas de la jerga española.

1. Fistro: Introducida por el humorista Chiquito de la Calzada hace años, la palabra designa de forma despectiva a alguien. En todo caso, su utilización indica que la persona aún no ha renovado su lenguaje desde hace unos cuantos años. La moda pasó, pero a pesar de ello la gente la sigue utilizando en sus conversaciones habituales de tal manera que se ha colado en el ranking.

2. Piltrafilla: Un popular anuncio de atún la catapultó a la lengua popular y desde entonces ha sido adoptada para distinguir a las personas desaliñadas o que son un desastre. También se utiliza para expresar que el cansancio ha hecho demasiada mella.

3. Mal quedas: Es el caso de las personas que prometen en exceso y finalmente no cumplen ni una de sus palabras.

4. Canijo: Su origen proviene de canícula palabra latina que significa perrita, con ello se pretende designar a aquel que es débil, bajo o pequeño de estatura.

5. Quillo: La gracia andaluza se exporta al por mayor. La palabra proviene del apocope de chiquillo.

6. Picha: Otra de las expresiones andaluzas más célebres. Su significado no es otro que el de compadre o compañero.

7. Kinki: Es una palabra admitida por la Academia, su forma correcta a la hora de escribirla sería quinqui, y designa a aquellas personas que pertenecen a un grupo social marginado por su forma de vida.

8. Friqui: Persona extravagante. Para algunos: raro. Para otros, simplemente diferente al resto por determinadas y peculiares manías.

9. Petardo: La jerga ha otorgado un valor completamente diferente a su significado originario, de lo explosivo a lo aburrido.

10. Pasmarote: La última palabra que figura en la particular clasificación designa a aquellas personas embobadas o ensimismadas.



http://www.elpais.com/articulo/internet/palabras/utilizadas/jerga/espanola/elpeputec/20080422elpepunet_2/Tes

domingo, 20 de abril de 2008

Conhecendo São Paulo

Para mim, que não sou daqui e que sinto que nunca vou conseguir conhecer direito esta cidade, este tópico é até interessante. Resolvi compartilhá-lo...

Jornal O Estado de S.Paulo

Não passe reto por mim

Alguns segredos de 12 monumentos que não vão deixar você passar batido por eles quando estiver caminhando pela cidade

Juliana Araújo e Maria Lutterbach

Para transformar uma caminhada apressada e sem graça por São Paulo em um passeio mais interessante, o Guia reuniu histórias de 12 monumentos - alguns conhecidos, outro não - que estão espalhados pela cidade. Como o Davi de Michelangelo, que passa quase despercebido pela Rua Canuto Abreu, no Tatuapé. Mesmo sem o mármore de carrara da obra original, em Florença, a réplica merece ser notada, nem que seja pela história que traçou desde que chegou a São Paulo. No Largo do Paiçandu, são poucos os que relacionam a estátua da Mãe Preta (foto) à de Borba Gato, em Santo Amaro: ambas foram feitas por Júlio Guerra. Quem descansa na Praça das Guianas, no Jardim Europa, tampouco deve saber do passado do Monumento a Garcia Lorca e da escultura Ascensão, que sofreram com sérios atentados. Até junho, quando outras cinco obras já estiverem restauradas, como a de Giuseppe Verdi, no Vale do Anhangabaú, você já estará acostumado a não passar reto por elas. A reforma vai começar assim que sair o resultado da licitação que define as empresas que farão o trabalho. Outra licitação vai criar ainda uma equipe para a conservação e manutenção dos monumentos - hoje, quando são pichadas, as obras da cidade recebem uma pintura, o que não é nada adequado. A seguir, escolha as histórias que preferir e bom passeio.



Como uma deusa


A Diana do Parque da Luz (Pça. da Luz, s/nº, Centro, 3227-3545) estava mesmo muito saidinha para ser uma deusa da caça. Reparando bem na estátua, que fica em frente ao aquário do parque e compõe o grupo de esculturas ‘Lago de Diana’, a socióloga do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), Fátima Antunes, estranhou a pose da suposta deusa. “A Diana mitológica aparece sempre com uma túnica, arco-e-flecha e animais por perto, geralmente um veado.” Pesquisando sobre o assunto, Fátima descobriu que a estátua é, na verdade, uma réplica da escultura ‘Amaltéia e a Cabra de Júpiter’, encomenda da rainha Maria Antonieta para a leiteria que mantinha no Castelo de Rambouillet, antes da Revolução Francesa. Amaltéia é, ao mesmo tempo, uma ninfa e uma cabra que amamentou Zeus. A peça original fica no Museu do Louvre, em Paris. Naquela época, na França, era comum fazer réplicas de esculturas para difundir a arte. A estátua chegou ao Brasil entre 1911 e 1914, e o DPH já providencia nova placa para identificá-la.


No Tatuapé, sem a tanguinha


No meio de vários prédios do Tatuapé, o Davi de Michelangelo não deve chocar tanto quanto, em 1940, no Pacaembu, quando o então prefeito Prestes Maia fez questão de levar a réplica de uma das obras mais importantes do Renascimento ao recém-inaugurado estádio de futebol. A pesquisadora do DPH Fátima Antunes explica que Maia tinha o hábito de colocar esculturas em locais inaugurados por ele. Mas nem todos tinham o mesmo fascínio pela arte (principalmente por uma tão realista). “Na época de Getúlio Vargas, era costume realizar festas e comemorações no estádio, como no 1º de maio. Então, colocava-se uma tanguinha em Davi”, diz ela, que ouviu a história de um ex-funcionário do Pacaembu. Com a construção do tobogã do estádio, em 1969, a réplica foi levada da concha acústica para a Praça Charles Miller. Desde 1974, ela fica na Rua Canuto Abreu. Outras quatro réplicas de obras de Michelangelo - ‘O Dia’, ‘A Noite’, ‘O Crepúsculo’ e ‘A Aurora’ -, concebidas para adornar a sepultura da família Medici, em Florença, ficam entre as avenidas República do Líbano e Quarto Centenário.


O fim dos atentados


As duas esculturas que hoje vivem tranqüilamente na Praça das Guianas já passaram por maus momentos. Um ano depois que o Monumento a Frederico Garcia Lorca foi colocado ali, em 1969, uma explosão misteriosa destruiu a obra. O poeta foi acusado de comunista e assassinado durante a Guerra Civil Espanhola. Três décadas mais tarde, o nu feminino Ascensão (abaixo), moldado pela artista Charis Brandt, perto do monumento, foi alvo de um segundo ataque na praça. Mas, desta vez, o atentado não foi político. Seduzido pela mulher retratada em bronze, um morador de rua tentou subir na escultura, que caiu e quebrou na perna e no pé, em 2002. Ela ficou recolhida em um depósito da Prefeitura até 2006, quando foi adotada e restaurada. A outra obra da artista na cidade, chamada Mulher Nua, teve de ser retirada da Praça da República, na década de 80, porque foi “atacada várias vezes”, segundo Rafaela Calil, do setor de restauração do DPH. Não se sabe o paradeiro dela. Já o monumento a Lorca demorou mais para voltar à praça: apenas dez anos depois da explosão, atribuída ao Comando de Caça aos Comunistas, estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP a restauraram e, ainda na ditadura, a recolocaram ali.


O segredo do dedo


Na escadaria que leva ao Vale do Anhangabaú, a estátua que representa a ópera ‘O Condor’ é a única que não foi totalmente recuperada durante o restauro, em 2001, do Monumento a Carlos Gomes, de Luigi Brizzolara. O dedo do Condor, que é protagonista da ópera, não recebeu a pátina com o tom original. “Optamos por não fazer a pintura no dedo porque poderia apagar sua história”, explica a chefe do Departamento de Restauração do DPH, Rafaela Bernardes. O desgaste mantido confirma a superstição de que segurar no dedo do Condor traz sorte. “Não sabemos de onde surgiu essa história, mas a estátua convida a isto”, diz Rafaela. A obra representa o Condor agonizando depois de se apunhalar no peito por um amor que não pôde ter.


De mudança na madrugada


Os estudantes de Direito da Universidade de São Paulo (USP) já protagonizaram duas ações clandestinas, mas bem-intencionadas, para levar monumentos que estavam em outras partes da cidade para o Largo São Francisco, onde fica a faculdade. A empreitada mais recente, em maio de 2006, foi a transferência da estátua de Álvares de Azevedo da Praça da República para o largo. “O centro tinha um projeto para que fossem construídas estátuas dos seus três grandes poetas, Castro Alves, Fagundes Varela e Álvares de Azevedo, mas a única realmente produzida foi a de Azevedo, assinada pelo artista Amadeo Zani”, conta o presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, Paulo Henrique Pereira, que participou da ação de 2006. A má conservação da obra na Praça da República foi o motivo para os estudantes “seqüestrarem” o monumento com um caminhão de guindaste, em plena madrugada da Virada Cultural daquele ano. O curioso é que, apesar de levar o nome de Álvares de Azevedo, muita gente jura que a estátua é a cara do colega, o poeta Fagundes Varela.


O beijo roubado


O primeiro episódio de resgate de estátua pelos estudantes foi nos anos 60, quando o Centro Acadêmico XI de Agosto se mobilizou para tirar a obra O Beijo Eterno do Túnel Nove de Julho. Inspirada em um poema de Olavo Bilac, a estátua reproduz o enlace apaixonado (e nu) de um francês com uma índia. A obra do sueco William Zadig sempre foi tida como obscena e, por isso, repudiada nos vários lugares por onde passou. Primeiramente instalado no fim da Avenida Paulista, o monumento seguiu para Pinheiros e, depois, foi guardado num depósito até 1965. O casal chegou a fazer um rápido passeio pelo Cambuci, mas não foi bem-aceito e voltou para o escurinho do depósito. Só depois de retirados do Túnel Nove de Julho pelos alunos é que os jovens em bronze puderam, finalmente, se beijar em paz no Largo São Francisco.


Quase uma assombração


A Musa Impassível, que aparece no Cemitério do Araçá, não é uma assombração. A peça, colocada ali no fim do ano passado, é uma réplica em bronze, feita com o molde idêntico ao original. Criada pelo artista Victor Brecheret, em 1923, a obra adornava o túmulo da poeta parnasiana Francisca Júlia da Silva, morta em 1920. “A ‘Musa Impassível’ é feita de mármore e precisou ser retirada do cemitério porque estava sendo atacada por elementos químicos, como a poluição, que chamamos de câncer do ar”, lembra José de Souza Martins, professor aposentado de Sociologia na Universidade de São Paulo (USP). A criação de Brecheret foi levada para a Pinacoteca do Estado no fim de 2006 para ser restaurada e fazer parte do acervo.


Lágrimas em versos


Ao lado da estátua de uma jovem lânguida que se dobra para o sol está gravado o lamento da mãe inconformada com a morte da filha. Jovem musicista italiana de 25 anos, Luisa Marzorati, veio morar em São Paulo com o marido, no início dos anos 20, acompanhando os imigrantes italianos que chegaram à cidade. Da Itália, a mãe, uma poeta decadentista, enviou os versos que estão inscritos na placa que adorna o túmulo, nos fundos do Cemitério da Consolação: “Distante da carícia materna/ pendeste qual pálido jacinto/ e agora não dizes mais aos mortais/ as noturnas harmonias de Chopin./ Mas aquela música invisível/ ainda conserva e vive o amor/ que à vida te deu/ e a vida hoje te chama./ Tua mãe”.


Nada gato


A estátua Borba Gato sempre foi mais hostilizada do que admirada. A obra de Júlio Guerra chegou a ser pivô de uma irônica campanha lançada no ano passado: concorria como uma das sete maravilhas do mundo e tinha um vídeo no YouTube narrado pelo ator Paulo César Pereio. Em plena Avenida Santo Amaro, o monumento ao bandeirante tem 10m de altura e pesa 20t. Apesar de não ser um grande fã da estátua, o professor de Sociologia José de Souza Martins avalia que a obra está instalada em local impróprio. “Isto deixa mais evidente o quanto é desproporcional. O tamanho realça suas limitações estéticas.” Ele também lembra que Júlio Guerra é autor de outras obras bastante conhecidas, como a ‘Mãe Preta’, recordista de banhos entre os monumentos da cidade. Em frente ao Largo do Paiçandu, a peça costuma ser adornada com flores, oferendas e pichações, e precisa ser lavada pela equipe da Prefeitura com muita freqüência.


Ao melhor amigo


Quando Salomão apareceu na Praça Oscar da Silva, na Vila Guilherme, ele ainda era um vira-lata sarnento, sem nome e sem pêlos. Com pena do cão abandonado, o motorista autônomo Waldir de Carvalho cuidou dele e, depois de uma semana, o vira-lata já era o melhor amigo da vizinhança. “Só o Zé da barbearia ficou um pouco bravo quando ele engravidou sua pit bull, mas depois perdoou”, conta Valdir. “Ele tinha um carisma incrível.” Quando morreu atacado por um rottweiler, em 2004, os moradores construíram o Monumento ao Cão Salomão, sempre cercado de flores e com registro no DPH.


Do meu jeito


Desesperado com a tuberculose da namorada, o poeta Oswald de Andrade pediu a Victor Brecheret que a esculpisse para imortalizá-la. Mesmo sem nunca ter visto Daisy, o artista atendeu a vontade do poeta. “Quando papai ia fazer uma escultura, idealizava. Era um sonhador, um poeta da escultura”, conta a filha do artista, Sandra Brecheret. “Oswald entrou no ateliê e fez o pedido. Depois de pronta, Brecheret disse: ‘Veja como ficou a minha Daisy’.” O busto da moça pertence ao acervo do Palácio dos Bandeirantes (Av. Morumbi, 4.500, 2193-8282).


http://txt.estado.com.br/suplementos/guia/2008/04/18/guia-1.93.17.20080418.112.1.xml

domingo, 9 de março de 2008

Um poema

Não é para comemorar, refletir ou debater... apenas para conhecer (pelo menos para mim) um belo poema desta escritora nicaragüense.



Ocho de marzo

Gioconda Belli

Amanece con pelo largo el día curvo de las mujeres,
¡Qué poco es un solo día, hermanas, qué poco
para que el mundo acumule flores frente a nuestras casas!
De la cuna donde nacimos hasta la tumba donde dormiremos
-toda la atropellada ruta de nuestras vidas-
deberían pavimentar de flores para celebrarnos
(que no nos hagan como a la Princesa Diana que no vio, ni oyó
las floridas avenidas postradas de pena de Londres)
Nosotras queremos ver y oler las flores.
Queremos flores de los que no se alegraron cuando nacimos hembras
en vez de machos,
Queremos flores de los que nos cortaron el clítoris
y de los que nos vendaron los pies
Queremos flores de quienes no nos mandaron al colegio para que cuidáramos a los hermanos y ayudáramos en la cocina
o cargáramos al bebé para dar más lástima cuando pidiéramos limosna
Queremos flores de quien nos enfundó en vestidos almidonados
y nos prohibió subirnos a los árboles como los muchachos
Flores del que se metió en la cama de noche y nos tapó la boca para violarnos mientras nuestra madre dormía
Queremos flores del que nos pagó menos por el trabajo más pesado
y del que nos corrió cuando se dio cuenta que estábamos embarazadas
Queremos flores del que nos condenó a muerte forzándonos a parir
a riesgo de nuestras vidas

Queremos flores del que se protege del mal pensamiento
obligándonos al velo y a cubrirnos el cuerpo
Del que nos prohíbe salir a la calle sin un hombre que nos escolte
Queremos flores de los que nos quemaron por brujas
Y nos encerraron por locas
Flores del que nos pega, del que se emborracha
Del que se bebe irredento el pago de la comida del mes
Queremos flores de las que intrigan y levantan falsos
Flores de las que se ensañan contra sus hijas, sus madres y sus nueras
Y albergan ponzoña en su corazón para las de su mismo género
Queremos flores de las envidiosas, las falsarias, las mojigatas,
las que se arrepienten de haber sido y se falsifican
malversando los poderes vitales de la especie.

Tantas flores serían necesarias para secar los húmedos pantanos
donde el agua de nuestros ojos se hace lodo;
arenas movedizas tragándonos y escupiéndonos,
de las que tenaces, una a una, tendremos que surgir
si es que ha de perdurar la tierra firme.

Amanece con pelo largo el día curvo de las mujeres.
Queremos flores hoy. Cuánto nos corresponde.
El jardín del que nos expulsaron.



Más sobre la escritora:
http://amediavoz.com/belli.htm
http://www.lainsignia.org/2001/octubre/cul_075.htm
http://sololiteratura.com/php/autor.php?id=2&seccion=201
http://www.letralia.com/181/0205belli.htm
http://actualidad.terra.es/cultura/articulo/gioconda_belli_adan_eva_2304600.htm

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Um pouquinho da História


Neste texto, Eduardo Galeano, escritor uruguaio, cita pequenos trechos de seu novo livro, Espejos, ainda não publicado. Um ótimo texto para fazer pensar sobre a História, não aquela que nos chegou por meio dos livros escolares, mas a História que, quiçá, jamais saberemos, porque não é do interesse de ninguém que nos seja contada. Mais que a importância dos fatos por ele citados, que como o próprio autor afirma, não são muito conhecidos, é o fato de que há acontecimentos históricos que são deturpados, desconhecidos, controversos, paradoxais, irônicos, e jamais ficaremos sabendo disso.
Porque neste país de festa e sol o ano inteiro, da diversão, do futebol e do carnaval, não é bom que tenhamos tempo para ler, pesquisar, descobrir e saber... Ou eu estou enganada?!



La paradoja andante
Por Eduardo Galeano


Cada día, leyendo los diarios, asisto a una clase de historia.
Los diarios me enseñan por lo que dicen y por lo que callan.
La historia es una paradoja andante. La contradicción le mueve las piernas. Quizá por eso sus silencios dicen más que sus palabras y con frecuencia sus palabras revelan, mintiendo, la verdad.
De aquí a poco se publicará un libro mío que se llama Espejos. Es algo así como una historia universal, y perdón por el atrevimiento. “Yo puedo resistir todo, menos la tentación”, decía Oscar Wilde, y confieso que he sucumbido a la tentación de contar algunos episodios de la aventura humana en el mundo, desde el punto de vista de los que no han salido en la foto.
Por decirlo de alguna manera, se trata de hechos no muy conocidos.
Aquí resumo algunos, algunitos nomás.
- - -
Cuando fueron desalojados del Paraíso, Adán y Eva se mudaron al Africa, no a París.
Algún tiempo después, cuando ya sus hijos se habían lanzado a los caminos del mundo, se inventó la escritura. En Irak, no en Texas.
También el álgebra se inventó en Irak. La fundó Mohamed al Jwarizmi, hace mil doscientos años, y las palabras algoritmo y guarismo derivan de su nombre.
Los nombres suelen no coincidir con lo que nombran. En el British Museum, pongamos por caso, las esculturas del Partenón se llaman “mármoles de Elgin”, pero son mármoles de Fidias. Elgin se llamaba el inglés que las vendió al museo.
Las tres novedades que hicieron posible el Renacimiento europeo, la brújula, la pólvora y la imprenta, habían sido inventadas por los chinos, que también inventaron casi todo lo que Europa reinventó.
Los hindúes habían sabido antes que nadie que la Tierra era redonda y los mayas habían creado el calendario más exacto de todos los tiempos.
- - -
En 1493, el Vaticano regaló América a España y obsequió el Africa negra a Portugal, “para que las naciones bárbaras sean reducidas a la fe católica”. Por entonces, América tenía quince veces más habitantes que España y el Africa negra cien veces más que Portugal.
Tal como había mandado el Papa, las naciones bárbaras fueron reducidas. Y muy.
- - -
Tenochtitlán, el centro del imperio azteca, era de agua. Hernán Cortés demolió la ciudad, piedra por piedra, y con los escombros tapó los canales por donde navegaban doscientas mil canoas. Esta fue la primera guerra del agua en América. Ahora Tenochtitlán se llama México DF. Por donde corría el agua, corren los autos.
- - -
El monumento más alto de la Argentina se ha erigido en homenaje al general Roca, que en el siglo diecinueve exterminó a los indios de la Patagonia.
La avenida más larga del Uruguay lleva el nombre del general Rivera, que en el siglo diecinueve exterminó a los últimos indios charrúas.
- - -
John Locke, el filósofo de la libertad, era accionista de la Royal Africa Company, que compraba y vendía esclavos.
Mientras nacía el siglo dieciocho, el primero de los borbones, Felipe V, estrenó su trono firmando un contrato con su primo, el rey de Francia, para que la Compagnie de Guinée vendiera negros en América. Cada monarca llevaba un 25 por ciento de las ganancias.
Nombres de algunos navíos negreros: Voltaire, Rousseau, Jesús, Esperanza, Igualdad, Amistad.
Dos de los Padres Fundadores de los Estados Unidos se desvanecieron en la niebla de la historia oficial. Nadie recuerda a Robert Carter ni a Gouverner Morris. La amnesia recompensó sus actos. Carter fue el único prócer de la independencia que liberó a sus esclavos. Morris, redactor de la Constitución, se opuso a la cláusula que estableció que un esclavo equivalía a las tres quintas partes de una persona.
“El nacimiento de una nación”, la primera superproducción de Hollywood, se estrenó en 1915, en la Casa Blanca. El presidente, Woodrow Wilson, la aplaudió de pie. El era el autor de los textos de la película, un himno racista de alabanza al Ku Klux Klan.
- - -
Algunas fechas:
Desde el año 1234, y durante los siete siglos siguientes, la Iglesia Católica prohibió que las mujeres cantaran en los templos. Eran impuras sus voces, por aquel asunto de Eva y el pecado original.
En el año 1783, el rey de España decretó que no eran deshonrosos los trabajos manuales, los llamados “oficios viles”, que hasta entonces implicaban la pérdida de la hidalguía.
Hasta el año 1986, fue legal el castigo de los niños en las escuelas de Inglaterra, con correas, varas y cachiporras.
- - -
En nombre de la libertad, la igualdad y la fraternidad, la Revolución Francesa proclamó en 1793 la Declaración de los Derechos del Hombre y del Ciudadano. Entonces, la militante revolucionaria Olympia de Gouges propuso la Declaración de los Derechos de la Mujer y de la Ciudadana. La guillotina le cortó la cabeza.
Medio siglo después, otro gobierno revolucionario, durante la Primera Comuna de París, proclamó el sufragio universal. Al mismo tiempo, negó el derecho de voto a las mujeres, por unanimidad menos uno: 899 votos en contra, uno a favor.
- - -
La emperatriz cristiana Teodora nunca dijo ser revolucionaria, ni cosa por el estilo. Pero hace mil quinientos años el imperio bizantino fue, gracias a ella, el primer lugar del mundo donde el aborto y el divorcio fueron derechos de las mujeres.
- - -
El general Ulises Grant, vencedor en la guerra del norte industrial contra el sur esclavista, fue luego presidente de los Estados Unidos.
En 1875, respondiendo a las presiones británicas, contestó:
–Dentro de doscientos años, cuando hayamos obtenido del proteccionismo todo lo que nos puede ofrecer, también nosotros adoptaremos la libertad de comercio.
Así pues, en el año 2075, la nación más proteccionista del mundo adoptará la libertad de comercio.
- - -
Lootie, “Botincito”, fue el primer perro pequinés que llegó a Europa.
Viajó a Londres en 1860. Los ingleses lo bautizaron así porque era parte del botín arrancado a China, al cabo de las dos largas guerras del opio.
Victoria, la reina narcotraficante, había impuesto el opio a cañonazos. China fue convertida en una nación de drogadictos, en nombre de la libertad, la libertad de comercio.
En nombre de la libertad, la libertad de comercio, Paraguay fue aniquilado en 1870. Al cabo de una guerra de cinco años, este país, el único país de las Américas que no debía un centavo a nadie, inauguró su deuda externa. A sus ruinas humeantes llegó, desde Londres, el primer préstamo. Fue destinado a pagar una enorme indemnización a Brasil, Argentina y Uruguay. El país asesinado pagó a los países asesinos, por el trabajo que se habían tomado asesinándolo.
- - -
Haití también pagó una enorme indemnización. Desde que en 1804 conquistó su independencia, la nueva nación arrasada tuvo que pagar a Francia una fortuna, durante un siglo y medio, para expiar el pecado de su libertad.
- - -
Las grandes empresas tienen derechos humanos en los Estados Unidos. En 1886, la Suprema Corte de Justicia extendió los derechos humanos a las corporaciones privadas, y así sigue siendo.
Pocos años después, en defensa de los derechos humanos de sus empresas, los Estados Unidos invadieron diez países, en diversos mares del mundo.
Entonces Mark Twain, dirigente de la Liga Antiimperialista, propuso una nueva bandera, con calaveritas en lugar de estrellas, y otro escritor, Ambrose Bierce, comprobó:
–La guerra es el camino que Dios ha elegido para enseñarnos geografía.
- - -
Los campos de concentración nacieron en Africa. Los ingleses iniciaron el experimento, y los alemanes lo desarrollaron. Después Hermann Göring aplicó, en Alemania, el modelo que su papá había ensayado, en 1904, en Namibia. Los maestros de Joseph Mengele habían estudiado, en el campo de concentración de Namibia, la anatomía de las razas inferiores. Los cobayos eran todos negros.
- - -
En 1936, el Comité Olímpico Internacional no toleraba insolencias. En las Olimpíadas de 1936, organizadas por Hitler, la selección de fútbol de Perú derrotó 4 a 2 a la selección de Austria, el país natal del Führer. El Comité Olímpico anuló el partido.
- - -
A Hitler no le faltaron amigos. La Rockefeller Foundation financió investigaciones raciales y racistas de la medicina nazi. La Coca-Cola inventó la Fanta, en plena guerra, para el mercado alemán. La IBM hizo posible la identificación y clasificación de los judíos, y ésa fue la primera hazaña en gran escala del sistema de tarjetas perforadas.
- - -
En 1953, estalló la protesta obrera en la Alemania comunista.
Los trabajadores se lanzaron a las calles y los tanques soviéticos se ocuparon de callarles la boca. Entonces Bertolt Brecht propuso: ¿No sería más fácil que el gobierno disuelva al pueblo y elija otro?
- - -
Operaciones de marketing. La opinión pública es el target. Las guerras se venden mintiendo, como se venden los autos.
En 1964, los Estados Unidos invadieron Vietnam, porque Vietnam había atacado dos buques de los Estados Unidos en el golfo de Tonkin. Cuando ya la guerra había destripado a una multitud de vietnamitas, el ministro de Defensa, Robert McNamara, reconoció que el ataque de Tonkin no había existido.
Cuarenta años después, la historia se repitió en Irak.
- - -
Miles de años antes de que la invasión norteamericana llevara la civilización a Irak, en esa tierra bárbara había nacido el primer poema de amor de la historia universal. En lengua sumeria, escrito en el barro, el poema narró el encuentro de una diosa y un pastor. Inanna, la diosa, amó esa noche como si fuera mortal. Dumuzi, el pastor, fue inmortal mientras duró esa noche.
- - -
Paradojas andantes, paradojas estimulantes:
El Aleijadinho, el hombre más feo del Brasil, creó las más hermosas esculturas de la era colonial americana.
El libro de viajes de Marco Polo, aventura de la libertad, fue escrito en la cárcel de Génova.
Don Quijote de La Mancha, otra aventura de la libertad, nació en la cárcel de Sevilla.
Fueron nietos de esclavos los negros que generaron el jazz, la más libre de las músicas.
Uno de los mejores guitarristas de jazz, el gitano Django Reinhardt, tenía no más que dos dedos en su mano izquierda.
No tenía manos Grimod de la Reynière, el gran maestro de la cocina francesa. Con garfios escribía, cocinaba y comía.

Publicado em 30 de dezembro de 2007 no Jornal Página/12, de Buenos Aires:
http://www.pagina12.com.ar/diario/sociedad/3-96843-2007-12-30.html

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

"Última flor do Lácio inculta e bela"


Para além das questões políticas, partidárias, ideológicas e afins que este texto suscita, acredito que ele reflete exatamente o que tem acontecido com a educação no Brasil em seus aspectos gerais (não apenas no ensino da Língua Portuguesa, que mais me interessa no momento): uma simplificação do debate da valorização da cultura popular, transformado em falsa facilitação de tarefas, ou em outras palavras, em uma falsa adequação às aspirações/condições do aluno/povo.



Ignorância, sabedoria e nhenhenhém

No bate-boca lingüístico-cultural com FHC, Lula confunde simplicidade, que é bom, com ignorância, que não é

José de Souza Martins*

Referência recente ao vacilante português de Lula, por parte do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, teve ácida reação do presidente Luiz Inácio, na costumeira linha de que não é preciso ser um acadêmico e doutor para ser o melhor presidente que o Brasil já teve. Deixando de lado que, segundo a sabedoria popular, elogio em boca própria é vitupério, o que está em jogo nas recíprocas alfinetadas é o fato de que o povo brasileiro é bilíngüe e um abismo ainda separa culturalmente pessoas de distintas origens sociais.

Fernando Henrique Cardoso vem do meio acadêmico e, por isso, do ideal republicano que começou a vingar com a formação de nossas universidades públicas, em particular a Universidade de São Paulo, de qual ele foi aluno e docente, de que a cultura erudita deveria ser desconcentrada e chegar até a massa do povo e da população pobre. A criação da Faculdade de Filosofia teve por objetivo preparar os docentes que levassem para o ensino médio o saber e a visão de mundo que se cultivava e difundia na universidade. E no ensino médio, nas escolas normais, seriam preparados os professores que levariam esse saber para as escolas primárias do campo e da cidade, para os ricos e para os pobres. Na cultura acadêmica criou-se e difundiu-se a concepção do dever de corrigir e ensinar, expressão de uma grande esperança pedagógica na missão emancipadora e libertadora do educador. Justamente por isso, houve tempo em que o professor era visto com admiração, respeito e acatamento. Dois petistas eméritos e destacados, Antonio Candido e Florestan Fernandes, que foram professores de Fernando Henrique Cardoso, tornaram-se, como o próprio Fernando Henrique, verdadeiros apóstolos dessa maravilhosa concepção do ensino e da educação. Talvez não tenham sido suficientemente ouvidos por Lula e outros petistas que tropeçam na dualidade cultural.

Lula fala o dialeto que se desenvolveu no subúrbio operário, especialmente no meio sindical e político, que é uma colagem de vocabulários, uma junção do imaginário do futebol e sua língua, com o vocabulário de uma difusa religiosidade de desobriga e, finalmente, o vocabulário dos dirigentes sindicais, que se sentem obrigados a falar a língua travada, kafkiana e cartorial dos formalismos da lei. Muitos dos operários que subiram na vida, como Lula, vinham do interior e da roça, habituados a falar o belíssimo dialeto caipira ou sertanejo, o português arcaico e literário que, mesclado com sonoridades e palavras da língua nheengatu, que foi nossa língua brasileira até o século 18, então proibida pelo rei de Portugal, tornou-se a língua popular, a língua cotidiana de todos nós.

A fala ágil e prática de Lula, não obstante os atritos gramaticais, que não são superiores em número à média nacional, representa bem comportado progresso. É um milagre que Lula não fale com sotaque italiano, do brasileiro de terceira geração que era diretor da escola primária em que estudei no mesmo subúrbio, e que era o sotaque de muitas crianças aqui nascidas. Nossa fala brasileira não esconde o substrato comum e popular da língua que todos falamos. Fernando Henrique foi injustamente crucificado, em 1997, por muitos petistas que hoje dele reclamam pelas referências ao português de Lula, por ter usado palavra da língua nheengatu e do dialeto caipira ao criticar seus críticos de ocasião, que o questionavam pelo suposto neoliberalismo, e dizer que isso era “nhenhenhém”, isto é, para simplificar, “falação”, falar demais e sem fundamento. “Nhenhenhém”, aliás, que todos usamos na nossa fala cotidiana, composta em boa parte de palavras do vocabulário tupi.

Temos aí um fenômeno histórico e social que não tem merecido atenção nem debate. A ascensão do PT se deu com base em polarizações de uma cultura dualista quase imperceptível, que nos divide como povo: os que são sujeitos da cultura erudita e os que o são da cultura popular. Até aí, nada muito diferente do que ocorreu em outros países, em que houve a valorização da cultura popular em nome da necessidade histórica e política de reconhecer nos pobres e nos trabalhadores uma identidade própria, sólida e antiga. Na Itália, foi a antropologia gramsciana de Ernesto De Martino e seus seguidores que reconheceu nos simples um saber próprio e legítimo. Na Inglaterra, foi a corrente historiográfica que teve no historiador Ralph Samuel uma das referências no estudo de costumes e tradições do povo. Com a diferença de que os trabalhistas ingleses criaram em Oxford o Ruskin College, um college para dar a trabalhadores a oportunidade do estudo num dos melhores centros universitários do mundo.

No Brasil, o racha lingüístico e cultural ganhou força política por essas influências externas, especialmente a de Antônio Gramsci, a partir dos anos 60, no reconhecimento da legitimidade da língua do povo, mas também de sua medicina, de seu direito, de sua agronomia, de sua botânica, de sua zoologia, de sua arquitetura imaginativa (de que as favelas estão cheias de exemplos), de sua literatura oral, de sua arte primitiva, de sua música antiga e, não raro, refinada, na viola de dez cordas. As pastorais sociais da Igreja Católica abrigaram, e trataram com respeito, durante um tempo, a cultura acadêmica voltada para o popular e diferente. Pesquisas foram feitas, estudos realizados. As complicações começaram com as simplificações da militância política e partidária, que levaram ao rompimento com o verdadeiro mundo acadêmico e à desqualificação do saber erudito, o que o MST faz reiteradamente.

O resultado, certamente perigoso, foi a afirmação da tendência de que a ignorância é sábia e o saber erudito é luxo. Lula repetidamente se aventura nessa linha, pensando em si mesmo, em vez de pensar em milhões de crianças e adolescentes que não podem nem devem ser desestimulados em relação à importância vital da escola, da educação e do conhecimento de alto nível para que este país se torne logo o País que queremos.

*José de Souza Martins é professor titular de Sociologia da Faculdade de Filosofia da USP

Disponível em: http://txt.estado.com.br/suplementos/ali/2007/12/02/ali-1.93.19.20071202.10.1.xml

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Preciosidades de la Feria Internacional del Libro de Guadalajara (FIL)


Razones para las que sirve el español...

"Entre otras, sirve para que nos entendamos 400 millones de personas, para insultar con contundencia ('vete al carajo, guey') y para que nos entretengamos con las diferencias al usar a veces varias palabras ('calzones, pantaletas, cucos, bragas y bombachas') cuando nombramos la misma cosa. (...) Para que podamos adoptar con la lengua una segunda patria que vaya 'desde Borges hasta Cantinflas, desde El Cid hasta Betty la Fea', y 'para empuñar con empeño la letra eñe a manera de entrañable enseña de la lengua'". Daniel Samper.

"Una lengua se debe usar como una prenda, pues denota ciertos rasgos de la personalidad de quien la utiliza. (...) La ropa nos delata o nos favorece, igual que las palabras que utilizamos". Alex Grijelmo.

"'Aquí no suben los precios sino hay ajustes en el mercado', 'no hay errores, hay imprecisiones', 'no hay robo de urnas sino incidencias electorales' y el Ejército 'no reprime, contiene' a los alborotadores". Loret de Mola.

"La información nos da los datos básicos pero solamente la narración nos da el misterio de las cosas". Juan Villoro.

(actualidad.terra.es)



segunda-feira, 19 de novembro de 2007

"Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó"



Governo uruguaio torna obrigatório ensino do português

Montevidéu, 5 nov (Lusa) - A língua portuguesa passará a ser disciplina obrigatória para os estudantes uruguaios do 6º ano a partir de 2008, anunciou o governo do Uruguai.

"Isso é muito importante para os jovens luso-descendentes que vivem no Uruguai, mas também para todos aqueles que queiram aprender a falar a língua portuguesa", afirmou à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Antônio Braga, que se encontra em visita oficial ao país até a próxima quarta-feira.

Até agora, o ensino do português como língua estrangeira nas escolas uruguaias tinha um caráter facultativo: os estudantes do ensino médio podiam optar por fazer a disciplina como matéria extracurricular.

As únicas exceções eram as escolas primárias situadas na fronteira com o Brasil, em que o português já era ensinado e onde se fazem estudos de pesquisa sobre os chamados "Dialetos Portugueses do Uruguai", conhecidos na gíria lingüística como o "portuñol".

Segundo a embaixadora de Portugal no Uruguai, Luísa Bastos de Almeida, por razões geográficas e sociológicas, na região fronteiriça existem inúmeras escolas primárias onde está implementado, desde 2003, o ensino bilíngüe em espanhol e português. As aulas são coordenadas por um programa nacional do Departamento de Educação Bilíngüe da Anep (Administração Nacional da Educação Pública), com claros delineamentos metodológicos e com o objetivo de formar cidadãos que dominem os dois idiomas.

Em algumas escolas do Uruguai, "crianças que falam a língua majoritária [espanhol] e aquelas que falam a língua portuguesa encontram-se integradas no mesmo grupo e ambos os idiomas são utilizados como veículo de instrução", afirmou a diplomata portuguesa.

A existência deste programa reconhece oficialmente que o português é a língua materna de muitas crianças que estudam nas escolas de fronteira com o Brasil e para as quais o espanhol funciona como uma língua secundária.

Mesmo no ensino público, os estudantes uruguaios podem freqüentar, de forma extracurricular, cursos de língua portuguesa promovidos pelos Centros de Línguas Estrangeiras espalhados pelas principais cidades do Uruguai.

As instituições privadas de ensino do português como língua estrangeira no Uruguai, reconhecidas por instituições educativas brasileiras, são o Instituto de Cultura Uruguaio-Brasileiro e o Club Brasil, ambas com sede em Montevidéu.

http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=11401

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Resquicios de antiguas creencias...


Papá cuéntame otra vez

Papá cuéntame otra vez ese cuento tan bonito
de gendarmes y fascistas, y estudiantes con flequillo,
y dulce guerrilla urbana en pantalones de campana,
y canciones de los Rolling, y niñas en minifalda.

Papá cuéntame otra vez todo lo que os divertisteis
estropeando la vejez a oxidados dictadores,
y cómo cantaste Al Vent y ocupasteis la Sorbona
en aquel mayo francés en los días de vino y rosas.

Papá cuéntame otra vez esa historia tan bonita
de aquel guerrillero loco que mataron en Bolivia,
y cuyo fusil ya nadie se atrevió a tomar de nuevo,
y como desde aquel día todo parece más feo.

Papá cuéntame otra vez que tras tanta barricada
y tras tanto puño en alto y tanta sangre derramada,
al final de la partida no pudisteis hacer nada,
y bajo los adoquines no había arena de playa.

Fue muy dura la derrota: todo lo que se soñaba
se pudrió en los rincones, se cubrió de telarañas,
y ya nadie canta Al Vent, ya no hay locos ya no hay parias,
pero tiene que llover aún sigue sucia la plaza.

Queda lejos aquel mayo, queda lejos Saint Denis,
que lejos queda Jean Paul Sartre, muy lejos aquel París,
sin embargo a veces pienso que al final todo dio igual:
las ostias siguen cayendo sobre quien habla de más.

Y siguen los mismos muertos podridos de crueldad.
Ahora mueren en Bosnia los que morían en Vietnam.
Ahora mueren en Bosnia los que morían en Vietnam.
Ahora mueren en Bosnia los que morían en Vietnam.

Ismael Serrano


Acompanhe a música, numa versão mais atual...
http://www.youtube.com/watch?v=ugYkSyZxK1c



"O motivo pelo qual 1968 (com seu prolongamento em 1969 e 1970) não foi a revolução, e jamais pareceu que seria ou poderia ser, era que apenas os estudantes, por mais numerosos e mobilizáveis que fossem, não podiam fazê-la sozinhos. (...) Os grupos jovens, ainda não assentados na idade adulta estabelecida, são o locus tradicional da alegria, motim e desordem, como sabiam até mesmo os reitores de universidades medievais, e as paixões revolucionárias são mais comuns aos dezoitos anos que aos 35, como têm dito gerações de pais burgueses na Europa a gerações de filhos e (mais tarde) filhas céticos".
Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX, 1995.


Ou seja, um dia você faz trinta anos, e vai tentar sossegar o facho numa "sólida e apolítica profissão de classe média". O pior é conseguir conviver com essa crise de existência que bate de vez em quando...

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Impressão

Impressão, Sol Nascente (Impression, soleil levant,1874).
Claude Monet (1840-1926)


Obra que deu nome ao movimento impressionista. As cores, a luz, o reflexo do sol na água e as tonalidades do céu e do mar chamam a atenção na tela, pois o desenho praticamente não existe. A tentativa de captar um instante fugaz numa hora incerta da manhã.

"(...) Meu único mérito foi o de ter pintado diretamente da natureza com o objetivo de exprimir minhas impressões diante dos efeitos mais fugidios (...)" .
Carta para Evan Chateris, em 1926